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Criação de Site em Flash: tecnologia do passado!

Uma afirmação forte demais? Pode ser, mas ela foi feita por alguém de peso: Steve Jobs, o CEO da Apple:

"A avalanche de produtores de mídia oferencendo conteúdo para equipamentos móveis da Apple mostra que o Flash não é mais necessário para assistir vídeo ou para consumir qualquer tipo de conteúdo web. Padrões abertos, como HTML5, criados na era dos equipamentos móveis, serão os vencedores nos celulares (e em computadores também). A Adobe deveria focar mais em criar boas ferramentas para HTML5 no futuro, deixando de criticar a Apple por ter deixado o passado para trás."

Essa afirmação, postada no site da Apple* pelo próprio Steve Jobs mostra parte do estado atual da disputa para estabelecer tecnologias no grande mercado de celulares e equipamentos móveis. De um lado, a Apple, que não permite que Flash seja executado em seus aparelhos (iPhone, iPod e iPad), e do outro a Adobe, atual proprietária do Flash.

Quais são os argumentos de Steve Jobs para considerar Flash "coisa do passado"? Ele é bem claro, e define alguns itens:
  1. Flash não é uma tecnologia aberta: ela é controlada totalmente pela Adobe;
  2. Existe em um formato de vídeo mais moderno (H.264), tornando Flash desnecessário para ver vídeos na Internet;
  3. Estabilidade, segurança e performance: Flash não consegue nenhuma destas características em equipamentos móveis;
  4. Bateria: a forma como o vídeo é exibido pelo Flash consume muita bateria, limitando o tempo de uso de equipamentos móveis;
  5. Flash não é adaptado a equipamentos com tela sensível a toque (e multi-toque)
Um fato importante a perceber é que o Flash cresceu no mercado ao permitir que sites pudessem apresentar efeitos, animações e vídeo, numa época em que isso não era possível. Hoje, novas tecnologias, como HTML5 associado a JavaScript, permitem obter os mesmos resultados. Mas há uma diferença: HTML5 e JavaScript são padrões abertos. Não é necessário pagar licenças para usá-los. Para a Adobe, há a ameaça de ter seu mercado para Flash começando a ruir, e provavelmente esta é grande questão, pois investiu bilhões de dólares há alguns anos, comprando a Macromedia para poder ter controle sobre o Flash.

Para nós que trabalhamos com a criação de sites, qual é o impacto que o resultado desta disputa pode ter? E para nossos clientes, que compram o serviço de produção ou de redesign de um site? Temos algumas considerações a respeito:

Preço: sites em Flash exigem mais tempo de produção e mais esforço para serem atualizados. O resultado é um custo maior tanto para colocar o site no ar, como para mantê-lo atualizado. Este único argumento já é suficiente para mobilizar uma grande parte de nossos clientes.

Tempo de acesso: sites produzidos em HTML + JavaScript em geral possuem menor tempo de acesso. Isso implica em retenção de visitantes. Muitos usuários simplesmente não esperam um site que fica exibindo uma barra de carregamento por mais que alguns segundos.

Facilidade para criar animações: neste ponto o Flash ainda é soberano. É possível criar animações com HTML e JavaScript, mas animações em Flash podem ser mais simples de produzir. Com menos conhecimento e tempo é possível ter animações satisfatórias em Flash. Por outro lado, a rápida evolução de soluções em JavaScript e a combinação com HTML5 e CSS3 pode vir a alterar a balança em um futuro bem próximo.

Esta questão está aberta. O futuro vai ser ditado pela aceitação de uma ou outra solução pelos usuários. Por enquanto resta observar. Na Opera House, nossos desenvolvedores acompanham as mudanças tecnológicas e se adaptam a elas, com uma visão pragmática: usaremos aquelas ferramentas que trarão melhor resultado para o cliente, dentro do orçamento e expectativas de cada projeto.

http://www.apple.com/hotnews/thoughts-on-flash/


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